KDM_'s Life











{março 10, 2011}   A dor de perder

ou de ganhar.

Passei no vestibular. Quem não gosta de pronunciar, com um irritante sorriso de orelha a orelha, esta frase? Foi radiante a principio. Na minha escola (a maior e mais renomada da minha cidadezinha de 100 mil habitantes) apenas eu e um amigo fomos aprovados na USP e mesmo que nossos cursos fossem letras e psicologia, respectivamente, tivemos nossas fotos publicadas na página inicial do site do colégio e nos jornais municipais.

Os sorrisos, gritos e parabéns vindos de amigos, professores, familiares e até mesmo de algumas pessoas que eu não conhecia, deixaram-me completamente cheia de mim (adoro ser o centro das atenções por algum talento ou feito merecido, e passar na USP é um deles). Junto a isto havia a pressão vinda dos meus pais: não me pagariam cursinho se eu não passasse, ou seja, meu primeiro vestibular (o curso que eu queria e na universidade que queria) era minha única chance, ter passado foi além de tudo um alívio. Mas, como já dizia o ditado: “alegria de pobre dura pouco”.

Meu melhor amigo não foi aprovado e então meus medos vieram à tona: a garota que sequer se sentia preparada para entrar na universidade (ainda não me vejo madura e responsável o suficiente), sozinha na maior capital do país, sem pais, sem qualquer parente e, o pior, sem qualquer ponto de apoio. Já não fosse difícil de mais me separar do meu gato, que é algo do que eu mais amo no mundo, e perder os milhares de objetos preciosos que venho guardando no meu quarto (que para mim, que tenho TOC, são como um pedaço da vida), ainda tenho que suportar meses sem quem eu mais amo no mundo.

Se estou feliz ou triste de passar no vestibular, eu realmente não sei dizer, talvez consiga responder quando crescer. Por enquanto, fiquem com os lamentos irracionais e emocionais que fazem com que eu me veja com cinco anos de idade.

Eu te amo, Hiray.

Ou Arthur, para quem já ouviu falar.

‎sexta-feira, ‎11‎ de ‎fevereiro‎ de ‎2011, ‏‎01:53:44

 

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{março 9, 2011}   Cri Cri de Zumbi

São 03:24 do dia 29 de dezembro enquanto escrevo isto e eu não me lembro como é sentir sono, acordei ás 11 horas do dia 26 e continuo acordada até agora. Pergunto-me se meu cérebro vai pifar e eu vou morrer em frente ao computador, ou algo assim, como aqueles casos que vivem sendo noticiados.

Muito bem, caros amigos -que eu não deveria chamar de amigos, uma vez que nem os conheço, aliás, no momento eu sequer tenho o blog onde você provavelmente está lendo este texto, então não conheço meus leitores, porque eles ainda nem existem (se é que algum dia vão existir)- a verdade é que eu não tenho a menor idéia do que escrever e nem sei porque estou escrevendo (talvez por tédio ou solidão).

Um amigo uma vez me disse que quando você encontra horas com números seguidos (11:11, 22:22, 01:11…) significa que alguém que te ama (amor alem de amigos e família) está pensando em você, então vou deixá-los com meu cricrilar até que isto aconteça, tchau e me desejem sono.

Cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, 03:33 Boa noite.

 



et cetera