KDM_'s Life











{maio 24, 2012}  

É um pouco estranho quando eu penso que depois que eu parei de me importar com as pessoas as coisas tem parecido tão mais leves, tão menos tristes. Não é como se eu tivesse encontrado a fórmula para a felicidade ou algo assim, mas ao contrário dos últimos anos eu passei quatro meses sem derrubar uma única lágrima, mesmo nos mangas mais tristes. Para uma garota chorona como eu isso soa incrível. Quando eu me importo com alguém fico brava, fico com ciúmes, fico triste, quando essa pessoa me deixa de lado em algum cenário. Depois de um tempo eu percebi que não há problemas quando eu simplesmente não me importo com quem está ao meu redor. As pessoas e a presença delas parece que simplesmente não compensa as tristezas que elas fazem comigo. Já questionei o suficiente minha qualidade como amiga e decidi que já chega de me desvalorizar assim, a culpa não é minha se os seres humanos são imbecis.
Outro dia um palestrante disse que é da natureza humana acreditar em algo, eu pensei imediatamente que não acredito em nada, mas depois ele começou a falar sobre amor incondicional, isso sim, colocou-me em dúvida, será que eu acreditava em amor incondicional? Bem, talvez amor de mãe, mas pensando um pouco não funciona em todas as condições, amor de casal hoje em dia nem se fala, daí pensei que também não acredito nisso, mas é bem hipócrita pra uma pessoa como eu pensar desta forma, considerando que mesmo após quase doze horas de gelo por dia, sete dias por semana por mais de sete meses eu continuei amando a mesma pessoa e provavelmente o faria mesmo que essa pessoa me batesse ou algo assim, mesmo que essa pessoa quisesse me matar. Pensando sobre isso, talvez eu acredite em amor incondicional e talvez alguém algum dia apareça e aceite meu pacote completo, o melhor e o pior lado, porque querer o melhor lado das pessoas é fácil, não é amor, é só um gostar bem tosco, querer ficar junto depois de ver o pior lado, isso sim é amor, pensando bem, talvez não exista sequer amor, quanto mais incondicional.

E as antigas feridas ainda machucam.

(KDM_, 00:00, Joinville – SC, se eu dormisse no horário certo evitaria as depressões)

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{maio 7, 2012}   (As) Sexualidade

Andei pensando bastante sobre mim ultimamente, talvez porque eu tenho passado mais tempo comigo mesma do que antes. Uma das coisas que eu andei pensando foi sobre a minha sexualidade, eu acho beijos e sexo nojentos. É estranho que uma pessoa que leia yaoi e yuri tanto quanto eu pense assim, é tudo muito lindo nos mangas, mas me imaginar fazendo esse tipo de coisa é completamente nojento, troca de fluídos corporais, argh! Selinhos e beijinhos em partes secas do corpo são fofinhos, mas quando envolve saliva e afins fica tudo tão desagradável. Eu precisei que o meu amor fosse maior que eu mesma pra começar a aceitar a ideia de não me importar em beijar a pessoa que eu amava (veja que eu disse “não me importar” e não “gostar”). Será que isso me torna algum tipo de assexuada? Bem, eu ainda tenho vontade de abraçar garotas fofas, mas não tenho vontade de ir além disso com elas. O físico feminino me agrada, mas a personalidade feminina me enoja e o contrário para a maioria dos homens, se eu somar isso ao fato de que tenho nojo de beijar alguém, acho que vou definitivamente ficar sozinha pra sempre.



et cetera