KDM_'s Life











{julho 18, 2011}   Meu verdadeiro amor

Eu até tento gostar mais de algum humano do que eu gosto do meu gato, mas isso é praticamente impossível. Neste exato momento ele está deitado em uma cadeira o meu lado ronronando alto mesmo que eu não esteja fazendo carinho nele.
Tantos humanos vieram e tantos humanos se foram da minha vida, mas o gato ficou, sempre ao meu lado, quando eu o afagava com alegria ou quando eu estava chorando e ele dava voltas em meus pés ronronando como se quisesse dizer que tudo ficaria bem.
Ele gosta de me ouvir cantar, que por acaso é a atividade que eu mais gosto de fazer. Mesmo com a minha horrível voz, o felino ronrona e depois dorme enquanto eu canto.
Eu sei que sempre que alguém me ferir ou quando eu me sentir sozinha, eu posso vir e me deitar ao lado do meu companheiro peludo e ele não vai reclamar ou me criticar ele simplesmente fará de tudo para que eu me sinta bem. Ele divide a cama comigo quando estou para baixo sem que eu o leve ao colchão.
Dificilmente um humano conseguirá ser tão importante pra mim quanto meu gato, a tal da razão ás vezes atrapalha e então eu prefiro estar ao lado do puro emocional miau.
Dedico este post ao gato Bingo, que embora não possa ler, deve intender o quanto eu o amo.
(KDM_, segunda-feira, 18 de julho de 2011, num estado de alegria felina)



{julho 9, 2011}  

O que foi que aconteceu comigo? Cadê aquela Kira forte e cheia e confiança que eu fui há um tempo? Aquela que não tinha medo de quase nada? Aquela que nunca chorava? Aquela que escrevia “I’m the best” em todos os lugares sem nenhum pudor?
O fato é que agora eu só vejo uma Kira imbecil, que chora todos os dias antes de dormir, toma antidepressivos e se acha um lixo.

Não bastasse eu achar que faço tudo errado sempre ainda me dizem que eu estou fazendo cheia de maldade pra ferrar alguém, não importa o que acontece eu sempre sou a vilã, nunca me dão razão e sempre dizem que eu tramei tudo, mas eu não percebo isto antes que aconteça, eu simplesmente faço o que eu acho que é certo e no fim acabo como agora: chorando sozinha e escrevendo besteiras.

Talvez eu tenha um gene do mal ou algo assim, talvez eu seja um caso pra encaixar na teoria do Maquiavel de que o homem é mau por natureza.

O fato é que eu não quero machucar pessoas que não merecem ser machucadas e menos ainda quero machucar quem eu amo, mas se eu não consigo controlar este meu estúpido jeito de ser, o que eu deveria fazer? Provavelmente deveria me afastar de todo mundo, como era antigamente, mas agora eu tenho tanto medo de ficar sozinha, tanto medo, que chega a ser estúpido.
Não bastasse, perdi minha fé na música, perdi minha fé nos sonhos, não faz mais diferença alguma pra mim.
Eu sou a personificação do fracasso.

talvez eu já esteja sozinha.

(KDM_, 21:00, sábado, 09/07/2011, Umuarama, depois da revisão de véspera)



{maio 5, 2011}   Eu estava chorando…..

…outra vez.

Todo mundo me diz que eu sou tão forte, já que nunca me viram pra baixo ou chorando, mas isto é só porque eu não sou acostumada a chorar na frente das pessoas, chorei em público uma ou outra vez, mas pra chegar a este ponto, eu provavelmente estava destruída por dentro, estava no meu limite. Eu não gosto que saibam quando eu estou mal, por isto, quanto pior eu estou, mais eu sorrio na roda social. Ninguém gosta de gente deprimida, ninguém sabe o que fazer com gente deprimida, ninguém sabe confortar gente deprimida e acima de tudo, não é culpa de ninguém eu estar deprimida, então eu simplesmente sorrio pra esquecer tudo, sorrir me ajuda a ficar melhor e sem atrapalhar as pessoas ao meu redor. Mas eu aposto que se todo mundo visse o quanto eu tenho chorado ultimamente, iam me dizer que eu não passo de uma bebê chorona.

(KDM_, quinta-feira, 01:48, 05/05/11)



{abril 17, 2011}   Eu tenho tanto medo

de moldar minha vida em volta desta pessoa tão especial e acabar sendo abandonada ou deixada totalmente em segundo plano. Eu sinto tanto medo de que todo o sofrimento que eu tenho agüentado seja em vão e apenas me leve em direção a mais sofrimento. Eu tenho tanto medo de ficar sozinha.

que é simplesmente patético.

(KDM_, domingo, 17 de abril, sentindo-se só, Umuarama-PR, 20:57)



{abril 10, 2011}   Os Pinguins de Madagascar

Uma singela e silenciosa homenagem a uma professora fofíssima que me traz saudades.

(KDM_, domingo, 10-04-11, depois de assistir a propaganda do abrilíssimo, São Paulo – SP)

Coisa boa do dia: ChocoLeco de chocolate branco

Coisa chata (e molhada) do dia: Lavar calça jeans com a máquina que não centrifuga.

Coisa triste do dia: A Tonks me enrolou (eu acho)



{abril 8, 2011}   “Você cozinha bem!”

Amo cozinhar. Como muita gente não consegue fazer isto bem, eu sinto aquele sentimento que eu vivo declarando quando me vejo por trás do pseudônimo de KDM: I’m the best. Mas, isto não parece o bastante e nem é tão intenso quando você não tem alguém merecedor pra cozinhar, faz falta se dedicar tanto a uma receita pensando em fazer o melhor para alguém especial. Melhores amigos, companheiros, colegas, familiares, não importa, não ter ninguém a quem dedicar um prato, faz completa falta e destrói o significado de fazê-lo.

Quer comer comigo?

Talvez nos próximos posts eu adicione essa categoria, sobre coisas que eu encaixo em algum adjetivo:

Coisa boa do dia: Fazer chocolates de Valentine’s Day

Coisa triste do dia: Desenformar um pudim de chocolate sem quebrá-lo e não ter com quem compartilhar isto.

(KDM_, digitando completamente no escuro e no silêncio, 08-04-11, São Paulo-SP)



{março 10, 2011}   A dor de perder

ou de ganhar.

Passei no vestibular. Quem não gosta de pronunciar, com um irritante sorriso de orelha a orelha, esta frase? Foi radiante a principio. Na minha escola (a maior e mais renomada da minha cidadezinha de 100 mil habitantes) apenas eu e um amigo fomos aprovados na USP e mesmo que nossos cursos fossem letras e psicologia, respectivamente, tivemos nossas fotos publicadas na página inicial do site do colégio e nos jornais municipais.

Os sorrisos, gritos e parabéns vindos de amigos, professores, familiares e até mesmo de algumas pessoas que eu não conhecia, deixaram-me completamente cheia de mim (adoro ser o centro das atenções por algum talento ou feito merecido, e passar na USP é um deles). Junto a isto havia a pressão vinda dos meus pais: não me pagariam cursinho se eu não passasse, ou seja, meu primeiro vestibular (o curso que eu queria e na universidade que queria) era minha única chance, ter passado foi além de tudo um alívio. Mas, como já dizia o ditado: “alegria de pobre dura pouco”.

Meu melhor amigo não foi aprovado e então meus medos vieram à tona: a garota que sequer se sentia preparada para entrar na universidade (ainda não me vejo madura e responsável o suficiente), sozinha na maior capital do país, sem pais, sem qualquer parente e, o pior, sem qualquer ponto de apoio. Já não fosse difícil de mais me separar do meu gato, que é algo do que eu mais amo no mundo, e perder os milhares de objetos preciosos que venho guardando no meu quarto (que para mim, que tenho TOC, são como um pedaço da vida), ainda tenho que suportar meses sem quem eu mais amo no mundo.

Se estou feliz ou triste de passar no vestibular, eu realmente não sei dizer, talvez consiga responder quando crescer. Por enquanto, fiquem com os lamentos irracionais e emocionais que fazem com que eu me veja com cinco anos de idade.

Eu te amo, Hiray.

Ou Arthur, para quem já ouviu falar.

‎sexta-feira, ‎11‎ de ‎fevereiro‎ de ‎2011, ‏‎01:53:44

 



{março 9, 2011}   Cri Cri de Zumbi

São 03:24 do dia 29 de dezembro enquanto escrevo isto e eu não me lembro como é sentir sono, acordei ás 11 horas do dia 26 e continuo acordada até agora. Pergunto-me se meu cérebro vai pifar e eu vou morrer em frente ao computador, ou algo assim, como aqueles casos que vivem sendo noticiados.

Muito bem, caros amigos -que eu não deveria chamar de amigos, uma vez que nem os conheço, aliás, no momento eu sequer tenho o blog onde você provavelmente está lendo este texto, então não conheço meus leitores, porque eles ainda nem existem (se é que algum dia vão existir)- a verdade é que eu não tenho a menor idéia do que escrever e nem sei porque estou escrevendo (talvez por tédio ou solidão).

Um amigo uma vez me disse que quando você encontra horas com números seguidos (11:11, 22:22, 01:11…) significa que alguém que te ama (amor alem de amigos e família) está pensando em você, então vou deixá-los com meu cricrilar até que isto aconteça, tchau e me desejem sono.

Cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, cri cri, 03:33 Boa noite.

 



{janeiro 20, 2011}   Passada para trás

Sempre que olhava minhas apostilas sentia um sentimento angustiante de que precisava saber cada detalhe sobre todas as matérias. Um simples vislumbre de um dos livros e eu me colocava a fazer e refazer resumos coloridos e exercícios demorados.

Um dia após voltar do vestibular da FUVEST eu acordei e me deparei com minha apostila de biologia, mas, dessa vez, eu não precisava mais saber aquelas informações todas. Se eu passar no vestibular de Letras (e estou confiante de que vou) não precisarei mais lembrar de todas aquelas fórmulas complexas de matemática e física, nem saber todas as doenças que me faziam ficar sem comer por medo de contrair verminoses, ou sobre qualquer coisa da maldita química que eu tanto odeio, em outras palavras, não precisarei de nada do que passei o ano todo estudando (sim, porque devido a minha extrema facilidade com as matérias humanas não precisava estudá-las pra gabaritar os simulados e as provas de primeira fase).

Neste momento, eu me senti exatamente como se alguém tivesse mentido pra mim (dizendo que aquilo tudo era importante) e me passado para trás (horas perdidas praticamente em vão).

Sentimento de pós vestibulanda.

Termino com uma imagem de Hetalia Axis Power, um anime que ajuda quem tem dificuldades com história, pois transforma os países do hemisfério norte e alguns do sul em personagens e conta sobre guerras e sobre a cultura de cada país. Hetalia é uma brincadeira com Italia e hetare (que em japonês significa algo como inútil ou incompetente) devido à forma como os japoneses enxergam a participação da Itália na guerra. Embora o título pareça uma ofensa (talvez seja) o anime é uma comédia completa o tempo todo.

Meu personagem preferido é o Reino Unido, também chamado de Arthur.



et cetera